terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Como se faz uma rima?

Eu respondo: casando sons iguais,
juntando ar com luar,
ágil com frágil, vento com pensamento,
magia com alegria. E digo mais:
nem sempre é preciso rimar;
pode acontecer que o verso
seja livre de dizer
o que lhe vai na cabeça…

José Jorge Letria

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Senhor Vento

Senhor Vento, bate à porta?
Senhor Vento, pode entrar?
O senhor vem de tão longe
Há-de trazer que contar.

O senhor viu outras terras?
Viu palmeiras? Viu o mar?
Quantas torres de castelo
Viu antes de cá chegar?

Vá-se embora, senhor Vento!
Tem navios a esperar.
Ajude-me adormecer.
Volte quando eu acordar!

Maria Eulália de Macedo

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

A chuva


Cai a chuva, ploc, ploc
corre a chuva ploc, ploc
como um cavalo a galope.

Enche a rua, plás, plás
esconde a lua, plás, plás
e leva as folhas atrás.

Risca os vidros, truz, truz
molha os gatos, truz, truz
e até apaga a luz.

Parte as flores, plim, plim
maça a gente plim, plim
parece não ter mais fim
Luisa Ducla Soares

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Balada da neve


Batem leve levemente,
Como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é certamente,
E a chuva não bate assim...

É talvez a ventania...
Mas há pouco, há poucochinho,
Nem uma agulha bulia
Na quieta melancolia
Dos pinheiros do caminho...

Quem bate assim levemente,
Com tão estranha leveza,
Não se ouve, não se sente,
Não é chuva, não é gente,
Nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
Do azul cinzento do céu,
Branca e leve , branca e fria...
Há quando tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho atrás da vidraça...
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente, e, quando passa,
os passos imprime e traça
Na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…

E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
–e cai no meu coração.

Augusto Gil (1873-1929) - Luar de Janeiro

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

As medidas de comprimento


Durante alguns dias andámos a falar das medidas de comprimento. Os meninos do 3.º ano construiram um metro articulado. Andámos a medir muitas coisas: o quadro, a mesa, o muro do pátio, a cantina, a sala... e depois em casa medimos cinco objectos. Alguns mediram as camas, as janelas, os microondas, foi uma bela colecção de medidas. Quando chegámos à escola descobrimos os perímetros dos objetos que tinhamos medido.
Aprendemos que para saber o perímetro de um rectângulo temos que saber a sua largura e o seu comprimetro.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

O Alexandre

Ontem foi a chegada do Alexandre à nossa escola, ele veio das Arreciadas e ficou na nossa sala porque é do 3.º ano. Nós tentámos recebê-lo com amizade, esperamos que ele goste da sua nova escola.
Agora passámos a ser três rapazes no 3.º ano.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

O Segredo do rio "resumo"

Como a MJoão pediu nós fizemos. Cá está o resumo de "O segredo do rio". Também mostramos as imagens porque são muito bonitas.





Era uma vez um rapaz que vivia numa casa branca. À volta da casa havia duas árvores, uma nogueira e um castanheiro. O rapaz no Verão ia para o rio que ficava perto de casa.









O menino gostava tanto de estar ao pé do rio que à noite se deitava na areia a ver as estrelas.






Um dia o rapaz foi dar um passeio pelo rio, ouviu um barulho e ficou cheio de medo quando viu que era uma carpa. Ela falava e depois pergunto-lhe:
- Olá, tu vives aqui?
- Vi-vi-vo. respondeu o rapaz atrapalhado.





Depois eles falaram um com o outro :
- Como é que falas a língua das pessoas? perguntou o menino.
O peixe respondeu:
-Eu tive um dono que falava muitas vezes comigo, ele dava-me muita comida. Eu fui crescendo e já não cabia no aquário onde ele me pôs por isso tive de me ir embora.






No Verão o peixe perguntou-lhe:
-Queres dar uns mergulhos no rio?
Sim, apetecia-me mesmo ir, sabes sempre tudo o que eu quero!
E durante todo o Verão mergulharam e divertiram-se no rio.







Chegou o Inverno e só havia sol, nem uma gota de chuva. As culturas precisavam de chuva para crescer e as árvores para darem frutos.
Uma noite o menino saiu da cama para ir beber água e ouviu uma conversa dos pais.
A mãe do menino dizia que tinha visto um peixe grande no rio e mandou o pai do menino ir pescar aquele peixe.






O menino foi contar tudo a carpa e disse-lhe:
-É melhor ires-te embora.
-Até algum dia. disseram um ao outro a chorar.









Finalmente, um dia, a carpa voltou com muitas latas de comida para a família do menino.
O menino abraçou a sua amiga e ficaram os dois muito felizes novamente.









A carpa contou como conseguiu trazer a comida:
- Não teria conseguido sem a ajuda de duas raposas, ajudaram-me a puxar a rede com todas as latas de um pequeno barco de marinheiros, eu fiz isto por ti.










O menino colocou esta placa perto do rio.